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DATENAPreciso desse crime vivo
sangrando sem rendas floridas
sem doce de moça
sem luar brilhante
sem seta inversa
sem seiva que alimenta
sem o velho "obstante"
com tapa na cara
com olhos tirados
na pedra brilhante
no sangue jorrante
pra sentir a dor
que transpassa a América
e convida o passante
nas leis indolentes
amigas errantes.
E por que não matar
no beijão brasileiro
do crime emoliente
turista itinerante
de um povo feliz, dançante
fechado na rodinha do consumo
baladeiro do poente.
de um povo feliz, dançante
fechado na rodinha do consumo
baladeiro do poente.
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