segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

***Gente, sinto dizer, enquanto não reativo o Espaço Mensaleiro e não tenho tempo para enterrar o Peluso, vou sangrar aqui mesmo.

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DATENA


Preciso desse crime vivo
sangrando sem rendas floridas
sem doce de moça
sem luar brilhante
sem seta inversa
sem seiva que alimenta
sem o velho "obstante"
com tapa na cara
com olhos tirados
na pedra brilhante
no sangue jorrante
pra sentir a dor
que transpassa a América
e convida o passante
nas leis indolentes
amigas errantes.

E por que não matar
no beijão brasileiro
do crime emoliente
turista itinerante
de um povo feliz, dançante
fechado na rodinha do consumo
baladeiro do poente.
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