Entrevista com Cristovam Buarque
que quer criar a
CPI do Apagão Intelectual
.
que quer criar a
CPI do Apagão Intelectual
.
Pedro Venceslau
(pvenceslau@brasileconomico.com.br)
Cristovam Buarque quer criar a CPI do Apagão Intelectual
O senador e ex-ministro da Educação Cristovam Buarque (PDT-DF) promete trabalhar duro para que o projeto do segundo Plano Nacional de Educação entre logo na lista de prioridades do parlamento.
Sua intenção, entretanto, é aproveitar o debate pata colocar na ordem do dia suas propostas de mudanças radicais na política de educação brasileira.
Ao Brasil Econômico, o principal porta-bandeira da educação no Congresso Nacional revelou que também pretende instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para radiografar o setor.
Acredita que o segundo Plano Nacional de Educação será votado logo no Congresso?
Vou propor que o projeto do Plano Nacional de Educação seja colocado em pauta imediatamente como prioridade do Congresso, mas sem pressa para sua aprovação em plenário.
Não adianta apenas definir metas. É preciso mudar a maneira de fazer educação no Brasil. Não acho que o aumento da porcentagem do PIB (gasto) com educação deva ser a primeira discussão. Isso pode levar ao desperdício. Se chover dinheiro nas escolas hoje, vira lama. Para sabe ao certo para onde a verba vai.
Por que pretende instaurar uma CPI da educação? Para investigar o Enem?
O governo está achando que minha intenção é essa, de investigar o Enem. Por isso já estão querendo impedir os parlamentares de assinar o requerimento. Me mandaram esse recado... Mas a idéia não é essa.
Não vou perder tempo com o Enem. Vou sugerir inclusive que o nome seja outro. Em vez de CPI da Educação, a CPI do Apagão Intelectual.
Mas qual é a sua intenção com essa CPI?
Fazer um diagnóstico da educação.
Que mudanças o senhor pretende propor no projeto do segundo Plano Nacional de Cultura?
A federalização da educação básica no Brasil. Esse é um processo para durar 20 anos, mas que deve começar agora. É preciso separar a educação de base do ensino superior, que deveria ir para o Ministério de Ciência e Tecnologia.
Em alguns países, como a Costa Rica, não existe sequer ministério para cuidar do ensino superior. O governo brasileiro se preocupa demais com o ensino superior. Educação de base é coisa de prefeito.
Acho também que todo parlamentar tem que colocar seus filhos em escolas públicas. Tenho um projeto assim parado há anos no Congresso.
.
.
.
.
.



0 comentários:
Postar um comentário