terça-feira, 19 de julho de 2011

15/07/2011 ***Lula disse no 52º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), em Goiânia: "Haddad é um companheiro que marcará a história do país



15/07/2011

Lula usa encontro em GO para promover ministro Fernando Haddad

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o 52º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), em Goiânia, para elogiar o ministro da Educação e explicitar a preferência para que ele seja o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo no ano que vem.

"Haddad é um companheiro que marcará a história do país como ministro da Educação que mais exerceu a democracia na relação com os estudantes e com os professores", disse Lula na quinta-feira (14).

Para um auditório lotado por 2.000 estudantes, Lula deixou claro que o ProUni (Programa Universidade para Todos) será uma das principais bandeiras numa eventual campanha de Haddad.

"Precisou de muito trabalho do ministro Fernando Haddad para garantir que o pobre chegasse à universidade", disse o ex-presidente. "Era impossível ver pobre na universidade, andando de avião ou de carro novo", completou Lula.

O encontro dos dois no palanque da UNE ocorre na semana em que Haddad admitiu, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", que pode ser candidato.

O ministro vai intensificar sua agenda em São Paulo. Em agosto, fará um ato para lançar o programa federal de escolas técnicas na zona norte da capital. Está programada manifestação de apoio das entidades da educação à sua candidatura.

Apesar de contar com o apoio de Lula e da presidente Dilma Rousseff, Haddad tem de se viabilizar internamente. Para isso, terá reuniões com a cúpula do partido a partir da semana que vem.

Questionado pela reportagem se estaria ensaiando agenda de candidato, afirmou que está em Goiânia "como ministro da Educação" e que "não tem agenda de candidato".

TRÊS EM CAMPO

A entrada em cena do ministro levou outros pré-candidatos do PT a se movimentarem. A senadora Marta Suplicy, que já está em campanha para disputar novo mandato na capital, tenta garantir apoio dos vários grupos do PT para se contrapor à pressão de Lula por Haddad.

Aliados dela esperam para os próximos dias declarações de apoio do líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza, e dos deputados José Mentor e Devanir Ribeiro.

Dirigentes petistas ponderam, no entanto, que dificilmente Marta terá peso para enfrentar uma indicação de Lula. E que, ainda que consiga maioria na máquina partidária, terá dificuldade de ser eleita sem o empenho do ex-presidente e de Dilma.

Já o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) disse na quinta-feira, por intermédio de assessoria, que só tratará do tema em dezembro. Ele fez questão de dizer que também fora convidado a participar, ao lado de Lula, do ato da UNE, e não foi a Goiânia porque tinha outros compromissos.
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