quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sarney é meu rei. Fala meu rei, fala...! ***Deixa um pouquinho de tempo para o senador Dornelles falar de falha operacional

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Sarney: caso Palocci está encerrado
'sob ponto de vista ético'
18 de maio de 2011

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu nesta quarta-feira o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, sobre o caso de ter adquirido um apartamento e um escritório, pouco antes de ter assumido a pasta no governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo matérias veiculadas pela imprensa, o valor dos bens somaria mais de R$ 7 milhões, o que faria com que o patrimônio de Palocci fosse multiplicado em 20 vezes em quatro anos.

Para Sarney, o caso está encerrado.
Segundo Sarney, esse caso foi encerrado, sob o ponto de vista ético, no Conselho de Ética do Executivo, a quem Palocci prestou esclarecimentos. Já do ponto de vista da legalidade, o presidente do Senado ressaltou que o ministro, quando fora do exercício de cargo público, "não fez nada além do que outros fizeram quando deixaram funções públicas".

Sarney acrescentou que, pela experiência acumulada como ministro da Fazenda, Antonio Palocci "adquiriu grande visibilidade" tanto no cenário nacional quanto no internacional, o que torna natural os convites para que participe de palestras, conferências e até mesmo para emitir pareceres.

"A função pública desaparece, quando a pessoa deixa de ser o grande fornecedor de informações na sua área", destacou José Sarney. Sobre a tentativa da oposição de convocar o ministro para que preste esclarecimentos no Congresso, o senador disse que eles estão cumprindo o dever de contestar e levantar os problemas sobre assuntos de governo. "É uma coisa normal da democracia", afirmou.


De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, semanas antes de assumir a chefia da Casa Civil, Palocci comprou um apartamento em São Paulo por R$ 6,6 milhões. Um ano antes, ele havia adquirido um escritório na cidade por R$ 882 mil. Ainda segundo o jornal, os dois imóveis foram comprados pela empresa Projeto Administração de Imóveis, da qual ele tem 99,9% do capital.


Por e-mail enviado na terça-feira ao Senado, Palocci disse que todas as informações sobre a empresa Projeto e as medidas tomadas para prevenir conflito de interesse foram registradas na Comissão de Ética Pública da Presidência da República quando tomou posse como ministro. Segundo o texto, a empresa Projeto prestou serviços para clientes da iniciativa privada, tendo recolhido sobre a remuneração todos os tributos devidos. Ele afirma ainda que o patrimônio auferido pela empresa foi fruto da atividade de consultoria e é compatível com as receitas alcançadas nos anos de exercício.

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