segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Muito obrigada a todos os amigos que partiram sem a honra de salários dignos. Me sinto podre, fedorenta, uma pereba expelindo pus. Não tenho nenhum orgulho em ter nascido no Brasil. ***Espero que um dia mude.

.

.
...
.
Quem se julga vencedor
lantejoulas da vitória
muita paz e alegrias
que faça da coroa de rei, de rainha
perfume de sapiência
porque não tardam outros dias
em que o pão gritará sua falta
e o feijão já findo e ralo
rogará por complemento
em tempo árido, sem folia
sem Mentiras Premiadas
sem festas e alegorias
pele, carne e sofrimento
e que cada um de nós
que agora quer carnaval
sem rima e filosofia
se veja e se vista na farda quente
sem espaço pra utopia.
com um salário mensal
de estresse e agonia.


Que a polícia me socorra
que o bombeiro me apague
porque a dor dos irmão
por uma PEC 300
ou qualquer equivalente
que seja digno e embriague
terá enquanto eu for viva
a mão velha que a afague.


.

.
.
.
.
.
.
.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Seja muito bem vinda! Tenho certeza que virá em breve. ***E que a democracia permaneça como elo dos povos na busca por soluções para o planeta que sofre e chora. Infelizmente nem todos os governos conseguem enxergar e se prendem a tolices

.
.
Yoani Sanchez

Seja bem vinda!
Fique a vontade, mas não permita que a enganem
com a velha e protocolar lorota: a casa é sua...!
Não é mesmo.

Pulsa e delira no coração deste belo país corrupto
e dança no mar sacana de cidade analfabeta
de futuro impreciso e fé laboriosa, trabalhadeira
escrava dos costumes e jeitinhos
onde tudo acaba em festa, festinha ou festão
num planeta que agoniza, bastante cansado e se enterra
enquanto agarro meu celular última geração
e cantarolo o meme invasor consentido
de Michel Teló, brevemente subsitituido
por qualquer som pior ou melhor, ininterrupto.

Pulsa e delira no coração deste país corrupto
e beba no Rio de Janeiro o solo escaldante em pés descalços
da minha Avenida Perimetral que anseia te abraçar.
Sou mãe dos destroços e oferto minha avenida alada,
asas direita e esquerda para que seu coração sorria.
Voaremos, eu e minha Perimetral liberando espaço físico
para as Mentiras Premiadas de futuro impreciso
e o mar, convidado pelo som envolvente do batuque
que anuncia um ‘mundo novo’ é penetra e quer bailar
deseducado, arruaceiro, embriagado, imperialista e abrupto.

Pulsa e delira no coração deste país corrupto
e dança no mar sacana de cidade analfabeta
de futuro impreciso e fé laboriosa, trabalhadeira
escrava dos costumes e jeitinhos, vem conhecer Vitinho 
e em seu rosto, na sua pele ferida veja a trilha que é caminho
das velhas feras e suas bagagens de rancor diante do diferente.
Em Cuba, como aqui no Brasil, somos peças de descarte
em busca das promessas do evangelho estilizado
sob formas diversas ligadas a necessidades pessoais que brilham
na palavra cidadania e não nas palavras 'companheiro' e 'adepto' .

.
.
.
.

.
.

domingo, 29 de janeiro de 2012

O carnaval está chegando e as maravilhosas escolas de samba farão a alegria do Rio de Janeiro. "Cidadela analfabeta" pra felicidade de povo e governantes. Desmoronamento já é passado. ***Acabou! Destruiu sonhos, projetos... ***Cidades analfabetas não gostam de sinal fechado"

.
.

.
.
.

Cariocas

Adriana Calcanhotto

Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados

Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas tem sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexys
Cariocas são tão claros
Cariocas não gostam de sinal fechado
.
.
.
.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Porque somos naturalmente descuidados e basicamente desrespeitosos. ***É mentira?

.

.
.



Coisas do Brasil

Cidade escandalosa feita de batucada
Sorri, requebra faceira na noite imaculada
bonita, cintilante, estrela do planeta
aplaudida no mundo, amada, desejada
maquiada, enjaulada em ouro, prata e violeta.

Atrás do tapume rebola pelada
escorrega e transborda a vagina arreganhada
sem banho e fedorenta informa a tabuleta
brasileiro regozija e turista quer  brincar
na intimidade da estrela do planeta.



.
.
.
.
.
.
.
Espero que os leitores compreendam que
determinadas situações gritam por mudanças.
Não se consegue mudanças com meias palavras.
Já temos 'Mentiras Premiadas' suficientes
e não vou me fingir de educada.
Todos nós, brasileiros, somos responsáveis
por dezenas de prédios que desmoronam 
rotineiramente.
Somos como nossos governantes...
Precisamos mudar.

.
..